A vida do Marechal Osório

Manuel Luís Osório vem ao mundo filho de um casal unido pelo amor. Seu pai, Manuel Luís da Silveira, descende de açorianos que se estabelecem em Santa Catarina. Era militar e já havia atingido o posto de furriel em 1796 quando se rebela contra um chefe que praticava atos exorbitantes contra um mísero soldado. Preso, não se conforma e foge em direção ao Rio Grande do Sul. Chegando a Rio Grande de São Pedro, é bem recebido na estância do Tenente Tomás José Luís Osório, no município de Conceição do Arroio. Logo adquire a confiança e estima do dono da estância e de sua filha, Ana Joaquina. Ao correrem as proclamas de casamento, o pároco muda o nome para Manuel Luís da Silva Borges, a fim de que escape à perseguição por ser desertor. Colocará nos filhos o sobrenome Osório, por consideração à esposa e ao sogro que o protegera na desgraça. Não consegue permanecer tranqüilo, pois logo retorna às armas, para a guerra de 1811 no Estado Oriental. Retorna como capitão e condecorado por bravura. Retoma sua vida pacífica de pequeno estancieiro mas, quatro anos mais tarde, parte de novo para a guerra, é a campanha de 1816 a 1821, na qual toma parte sem interrupção. Não consegue mais descanso, pois participará da Guerra de Independência e das campanhas que lhe seguem. Para a Guerra de Independência, conduzirá o filho Manuel Luís, com apenas 14 anos, em quem via imensa aptidão para a carreira militar. 

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Hino ao General Osorio

Em 1° de agosto de 1859, amigos de Osorio terminaram de escrever um hino dedicado ao Marechal. Em 1990, essa canção foi resgatada e publicada no álbum “Amor Febril – a memória da canção militar no Brasil”, lançado pela GBOEx. O trabalho de resgate foi feito pelo maestro Geraldo Flack. Na foto, encontra-se a partitura desse hino, cuja letra encontra-se transcrita abaixo:

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Osorio sem acento

Em princípio, por ser uma paroxítona terminada em ditongo decrescente, a palavra “Osorio” deveria ser acentuada. No entanto, a família Osorio adotou a utilização do nome sem acento. Pode-se observar na imagem ao lado a assinatura verídica de Manoel Osorio.

Seu pai, o tenente-coronel Manoel Luis da Silva Borges, deu ao filho seu próprio nome (Manoel Luis) e o sobrenome da mãe Ana Joaquina Luísa Osorio, não só para homenageá-la, mas também ao sogro, o Tenente Thomaz José Luis Osorio, que o abrigou e protegeu quando jovem.

Concluindo, a escrita correta do nome do Patrono da Cavalaria se faz sem acento.