Doce Esperança

Em linha de batalha eis-me formada.

Em riste a lança luzidia e forte,

Sob a tutela da bandeira amada,

Peitos de bravos afrontando a morte.

Doce esperança, palpita em mim,

Vencer com a lança, ao som do clarim………………(refrão – 2x)

Empunho a lança forte e temerária.

Sou destemida, intrépida e arrojada.

Sou magistral na carga extraordinária.

Honra da pátria na glória conquistada.

Doce esperança……………..(refrão)

Nunca temi no auge da conquista,

Ter de avançar quando o perigo estua.

Pois, tenho à frente rutilante a vista.

Do chefe audaz a fria espada nua.

Doce esperança……………..(refrão)

Depois da luta encarniçada e fria,

A perseguir a desbravada gente,

Sou da batalha a mágica elegia

Por sobre mim, só Deus, só Deus somente.

Doce esperança……………..(refrão)

Cavalaria Mecanizada

Letra: Cel Plínio Pitaluga

Cavalaria mecanizada

És a arma encouraçada!

Ao inimigo impões valor

Com todo ardor, com todo ardor.

És da nossa divisão

Tropa de reconhecer

Quando entras em ação

És ariete pra vencer.

Herdeira das tradições

Dos feitos mais ousados

Dos fiéis antepassados

Cavaleiros, esquadrões.

Com os teus carros de aço

Dás as cargas de galhardia

Elevando o nome heroico

Da nossa cavalaria.

Cavalaria mecanizada

És a arma encouraçada

Ao inimigo impões valor

Com todo ardor, com todo ardor.

Matungo Malacara

Este matungo malacara é mau;

Empaca, e não se mexe nem a pau!

“Unir à frente!” o capitão mandou,

E o desgraçado nem se incomodou.

Meto-lhe o relho,

Vou para o xadrez;

Pego um conselho,

Santa Cruz talvez …

Então, então!

Cavalo, deixa dessa empacação! (2x)

Podes dar coice, pois eu tenho fé

Que não me alcançaras com teu pé!

Prova este louro, vê que gosto tem!

Isto eu só dou a quem eu quero bem.

Anda ligeiro,

Vem nascendo o sol;

Tem feiticeiro

Fazendo arrebol!

Então, então!

Cavalo, deixa dessa empacação! (2x)

Deixa de luxo, vamos galopar,

Que o capitão tem pressa de chegar!

Pé de poeira já deitou no chão,

E só espera o ronco do canhão,

Para o inimigo

vem depressa e vês;

Veja os castigos

que eles dão por vez!

Então, então!

Cavalo, deixa dessa empacação! (2x)

Eis a galope o malacara, enfim

Gosto de ver um cabra bom assim!

Foi só falar em nosso capitão,

E ele deixou de tal empacação.

Deixou de seca

De corcovear;

Já fez sueca

Sem o pau cantar!

Olá, olá!

O malacara galopando está! (2x)

Soldados, A Cavalaria

Soldados, a Cavalaria

É a sentinela avançada

Da pátria mãe que em nós confia

Para viver eternamente respeitada

Numa avançada, a cavalhada

Ousada e forte, não teme a morte

Nossos corcéis sabem que a glória

Só se conquista com a vitória no revés

Por isso, quando na peleja

A voz de carga se escutar

Em nossas mãos bem firme esteja

A heróica lança que a vitória há de nos dar

Nossas hostes sobranceiras

Das ofensas estrangeiras,

Defendem sorrindo, com júbilo infindo

A excelsa bandeira brasileira

Nossos esquadrões, são como leões

Não conhecem perigo, inimigo que os faça temer

Nossos soldados são denodados

Pela Pátria sucumbem com prazer – Uha!

Se no auge da batalha

Arrebentar uma metralha

E ferido o cavalo querido tombar

Mesmo assim nos redobremos

Com denodo pelejemos

Porque a glória então teremos de o vingar

Avante, Avante, bravos ufanos

Destemidos cavalarianos do exército audaz

E nas refregas, nas lutas cegas

Só de feitos heróicos é capaz – Uha!

Arma de Heróis

José Tavares da Silva

Arma de heróis

Na vanguarda a lutar sem temor,

És como a estrela

Que brilha com vivo fulgor!

Quando altaneira

Tu surges a frente das legiões,

Treme o céu, as montanhas e os tufões

Silenciam ante teu poder!

Entre o fumo das batalhas

Surges como um vendaval,

Eia valente! Vai para frente a lutar

E é a hora da carga final! (2x)

E se algum dia

O inimigo audacioso tentar,

Pátria adorada

Tua honra virgem macular!

Antes o sol

Sem eflúvio de luz, e sem calor,

Nos encontre o deixando, a morrer

Do que vivos sem te defender!

Entre o fumo das batalhas

Surges como um vendaval,

Eia valente! Vai para frente a lutar

E é a hora da carga final! (2x)