13. FREDERICO II O GRANDE E A CAVALARIA

Com Frederico II a tática prevalece sobre a estratégia, pois todos os movimentos preparatórios e as ordens dos comandos tem por objetivo organizar com rapidez a ordem de batalha.

Frederico II foi um grande entusiasta das cargas de Cavalaria, ao ponto de proibir o uso de armas de fogo pela Cavalaria, obrigando os cavaleiros a carregar sempre, a toda velocidade, usando exclusivamente armas brancas.

A Cavalaria estava composta por Couraceiros, Dragões e Hussardos. Os Couraceiros eram assim chamados por usarem uma couraça para proteger o tronco, eram armados de pistola e espada. Os Hussardos eram originários da Hungria e foram no início uma espécie de milícia irregular, cuja criação data da Segunda metade do século XV, de acordo com uma ordenança que obrigava a um homem em cada vinte, a prestar o serviço militar. Se denominavam Hussardos por que no idioma húngaro “huss” significa vigésima e “ar” pago. Os Hussardos formavam a Cavalaria ligeira, armados com pistola e espada.

Um Regimento de Couraceiros tinha cinco esquadrões de duas companhias de 70 homens cada uma. Cada regimento era constituído por 37 oficiais em comando, 70 oficiais comissionados e 12 trombetas. Os Dragões estavam organizados da mesma forma. Os Regimentos de Hussardos tinham dez esquadrões, mas estes eram menores que os de Couraceiros. Havia em cada Regimento de Hussardos 51 oficiais, 110 suboficiais e oficiais comissionados e 1200 soldados.

O General Seydlitz foi a alma da ressurreição da Cavalaria no século XVIII, fez dela uma Arma manobreira e ágil, adestrando-a em evoluções por esquadrões, regimentos e até divisões completas, facilitando assim o ataque de surpresa sobre o inimigo, no ponto mais fraco de suas linhas. A carga se iniciava ao trote e era efetuada ao galope.

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