O Patrono

MARECHAL MANOEL LUÍS OSORIO –PATRONO DA CAVALARIA

(10 Mai 1808 – 04 Out 1879)

Veterano das campanhas do sul, herói da Guerra do Paraguai e patrono da Cavalaria do Exército Brasileiro, nasceu na estância de seus avós em Conceição do Arroio (hoje a cidade de Osorio), no Rio Grande do Sul. Gente humilde, era o quarto filho de uma prole de catorze. Não fez estudos regulares. Apenas sabia ler e escrever ao alistar-se voluntário na Cavalaria da Legião de São Paulo, que seguiu para Montevidéu a fim de combater o governador português contrário ao reconhecimento da Independência do Brasil. Recebeu o jovem lanceiro seu batismo de fogo no encontro do Arroio Miguelete, com apenas quinze anos de idade (1823).

Preparava-se para prosseguir os estudos militares quando teve que enfrentar nova campanha, a Guerra Cisplatina (1825-1828), distinguindo-se por sua bravura nos combates em Sarandi e Ituzaingó. Firmada a paz, com a desanexação da Cisplatina, recolheu-se com seu Regimento a Rio Pardo – RS. 

A Revolução Farroupilha encontrou o Tenente Osorio em Bagé – RS (1835), servindo sob o comando do Capitão Mazzaredo, que abandonou a praça, entregando-se aos farrapos. Osorio conduziu seu superior até a fronteira, apresentando-se depois ao Coronel Bento Manuel Ribeiro. Mais tarde, integrou-se ao Exército Imperial, ao lado de Caxias, combatendo os farroupilhas até a Paz do Ponche Verde (episódio que dá o nome histórico ao 14o R C Mec) em 1845. Seguiram-se as campanhas contra Oribe e Rosas. Como tenente-coronel, participou da invasão do Uruguai (1851) e, como coronel, integrou a Divisão que assegurou a vitória brasileira em Monte Caseros (1852). 

Brigadeiro (1859), promovido a marechal-de-campo logo após a rendição de Uruguaiana (1865), Osorio, ao iniciar-se a Guerra do Paraguai, era o militar de maior prestígio no Prata, por sua ininterrupta atuação em 42 anos de campanhas sucessivas. No entanto, o comando-geral das operações teve que ser entregue, por força do Tratado da Tríplice Aliança, ao General Mitre, com quem Osorio nem sempre se entenderia, como aconteceu por ocasião da invasão do território paraguaio que, afinal, coube ao general brasileiro comandar, em Passo da Pátria. Foi quando lançou a proclamação que se tornaria famosa: “É fácil a missão de comandar homens livres, bastando mostrar-lhes o caminho do dever”.

E cavalgou à frente dos soldados, como sempre, em Passo da Pátria e em Estero Belaco. Mas o grande feito de Osorio será a Batalha de Tuiuti, onde, rompendo o cerco do inimigo e obrigando-o a recuar, marcou o início da ofensiva aliada.

Gravemente ferido nessa batalha, teve que ser substituído pelo General Polidoro. Já sob o comando de Caxias, Osorio retornou aos campos do Paraguai (1867), dirigindo a marcha de flanco de Tuiuti a Tuiucuê, de grande importância para a fase decisiva da guerra. Participou, ainda, das batalhas de Itororó e de Avaí, recebendo nesta última um ferimento no maxilar. Para que seus soldados o supusessem no comando e não desanimassem, sua caleça vazia permaneceu à frente das tropas. Continuaria a campanha, mesmo doente, até o cerco de Solano López.

Antes de findar a guerra, foi elevado ao marquesado (1869). O título de Barão obtivera-o em 1866. Em 1877, promovido a marechal-de-exército, elegeu-se senador pelo Rio Grande do Sul, assumindo no ano seguinte a pasta da Guerra, cargo que ocupou até morrer.

Na data de seu nascimento, 10 de maio, é comemorado o “Dia da Cavalaria”.