A Boina Preta

Símbolo da Tropa Mecanizada e Blindada

A boina preta, cobertura símbolo da Cavalaria Blindada e Mecanizada, surgiu da necessidade de se possuir um uniforme adequado para os carros de combate. Durante a Primeira Guerra Mundial, usava-se uma cobertura de pala, dificultando a visão dos combatentes, devido à estreita viseira dos blindados, prejudicando o aproveitamento de toda a equipe no interior do carro.

No ano de 1918, o General ELLES e Coronel FULLER, do Exército Inglês propuseram o uso de uma boina preta pelas guarnições de blindados daquele Exército.

A cor preta foi selecionada porque mostraria ao mínimo as manchas de óleo e não perderia o feitio nem a elegância natural para uma tropa de elite, onde as guarnições no interior dos carros travam contato com motores e metralhadoras além de realizarem observações pelas viseiras.

Após a Segunda guerra Mundial, o reduzido espaço do interior do carro de combate provocou a necessidade de substituição do capacete e dos bonés de abas largas, por uma cobertura individual mais cômoda e que não dificultasse o embarque e o movimento da guarnição no interior do carro.

Preocupados com o problema, oficiais ingleses, observando as boinas utilizadas pelas tropas alpinas, chegaram à conclusão de que a boina era a cobertura mais adequada às atividades desenvolvidas pelas tropas blindadas, passando a ser utilizada pela maioria dos exércitos.

A cor preta foi escolhida em razão de ser inevitável às guarnições dos carros, se sujarem com graxas e óleos existentes no interior dos veículos.

Desde o momento em que se tornou peça de uniforme dos britânicos, até os dias de hoje, a boina preta foi incorporada por vários exércitos do mundo. No Brasil, teve seu uso autorizado pela Portaria Ministerial Nº 959, de 02 de abril de 1979 e mais tarde pela Portaria Ministerial Nº 1550, de 23 de dezembro de 1980, passando o Soldado de Cavalaria a incorporar uma tradição e a síntese simbólica do arrojo e da inovação que o blindado introduziu no campo de batalha.